O Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB), denunciou Hytalo Santos e o marido, Euro, por tráfico de pessoas para exploração sexual e submissão a trabalho em condições análogas à escravidão. A dupla teria feito dezenas de vítimas, incluindo crianças e adolescentes.

De acordo com uma nota divulgada nesta sexta-feira (12), a ação se baseou em “robustos elementos e provas reunidos nos autos do Inquérito Civil”.

Foto: Reprodução/Instagram
Hytalo Santos

As informações do documento, apontam que as vítimas, chamadas de “crias”, sofriam com isolamento familiar, controle total da rotina, privação de sono, ausência de pagamento, coerção psicológica, falta de autonomia, procedimentos estéticos para aumentar ‘apelo sexual’, confiscos de celulares e vigilância permanente.

“Hytalo Santos e Euro obtinham diversas formas de monetização por meio da exploração da imagem e o corpo das crianças e adolescentes por eles aliciados. Diariamente, as ‘crias’ eram exibidas, em fotos e vídeos postados nas redes sociais, seminuas, com trajes sumários e provocativos, protagonizando danças sensualizantes e vexatórias, ao som de letras com alusão explícita a práticas sexuais e depreciativas à figura da mulher”, diz o documento.

O MP também responsabiliza os pais e mães dos adolescentes explorados, já que entregaram os filhos ao casal em troca de benefícios, permitiram mudança para outra cidade, não acompanharam a educação, saúde e ignoraram os sinais de exploração.

Com a ação, o MPT pede que a Justiça determine indenização coletiva no valor de R$ 12 milhões, indenizações individuais de R$ 2 a R$ 5 milhões por vítima, além de atendimento médico, acompanhamento psicológico e social às vítimas. O processo segue em segredo de Justiça.

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