A mulher que hostilizou o deputado federal André Fernandes (PL-CE) no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, passou a ser alvo de críticas nas redes sociais após publicações em que defende a morte do ex-presidente Jair Bolsonaro . Identificada em perfis digitais como “robertadahorta”, a militante fez comentários de teor violento que reacenderam o debate sobre discurso de ódio e responsabilização no ambiente virtual.

As declarações vieram à tona após a repercussão do episódio ocorrido na quinta-feira (11), quando ela abordou André Fernandes no saguão do aeroporto, proferindo xingamentos e provocações. Em comentários públicos, a mulher afirmou que “vai rir quando os 80 tiros chegarem na cabeça do genocida” e escreveu “Bolsonaro morto já”, frases que geraram repúdio por sugerirem violência política explícita.

Foto: Reprodução/Instagram
Mulher que hostilizou André Fernandes em aeroporto defende morte de Bolsonaro

O episódio no aeroporto foi registrado em vídeos gravados tanto pelo parlamentar quanto pela própria mulher. Nas imagens feitas por Fernandes, ela se aproxima e o chama de “golpista”, “verme”, “lixo”, “ridículo”, “otário” e “babaca”. O deputado não reage às ofensas e ironiza a situação ao comentar “turma do amor”. Em determinado momento, ao perceber que estava sendo filmada, a mulher dá um tapa no celular do parlamentar, interrompendo a gravação.

A deputada federal Dayane Pimentel (União-BA), que acompanhava André Fernandes, também aparece nas imagens, mas não reage às agressões verbais. Não houve registro de agressão física contra o deputado. O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais e passou a ser associado às manifestações posteriores da militante, que foram classificadas por críticos como apologia à violência e incitação ao ódio político.