As investigações sobre o Banco Master revelaram que o banqueiro, Daniel Vorcaro , possuía uma agenda repleta de nomes influentes no cenário político. Vorcaro mantinha em seu celular contatos de pelo menos três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de deputados, senadores e um governador. O material chegou à CPI após a quebra dos sigilos do empresário.

Entre os contatos, aparecem os ministros do STF: Dias Toffoli , Alexandre de Moraes e Kassio Nunes . Toffoli é o relator do inquérito que investiga o caso do Banco Master. Ele decretou sigilo no processo e centralizou as apurações no Supremo dias após ter viajado ao Peru em jato privado acompanhado do advogado de um diretor do banco.

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Daniel Vorcaro

Já o ministro Moraes, teve o nome associado a um contrato entre o Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci . Segundo a documentação apreendida, o valor mensal do contrato era de R$ 3,6 milhões.

Kassio Nunes, também listado, disse que não tem nenhum vínculo com Daniel. Segundo ele, o número pessoal ficou amplamente conhecido desde sua sabatina no Senado em 2020.

A lista telefônica também se estendia ao Congresso. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), aparecem na agenda do banqueiro. Motta não se pronunciou. Lira negou ter relação com Vorcaro.

Em 2024, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) propôs ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para produtos como CDB — principal modalidade de investimento do banco. A proposta não progrediu. Outro nome citado é o do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Sem anúncio no momento

A Polícia Federal (PF) revela que o Master planejou operações fraudulentas como escapatória para fugir da fiscalização do Banco Central (BC). A investigação menciona uma rede de proteção construída com base em uma espécie de “camaradagem” política.