A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou nesta quarta-feira (17) os procedimentos que podem levar ao fim do contrato com a Enel após mais uma série de apagões prolongados em São Paulo , a interrupção aconteceu na semana passada. O caso está sendo analisado dentro do processo de monitoramento aberto após o apagão registrado em outubro de 2024, considerado grave pela agência reguladora.

A caducidade do contrato foi solicitada pelo poder municipal e estadual ao Ministério de Minas e Energia (MME) após o vendaval que deixou mais de 2,2 milhões de pessoas sem energia. A Enel foi multada pelo Procon-SP em R$ 14,2 milhões pelo novo apagão.

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Aneel

De acordo com a Aneel, a ocorrência mais recente é avaliada como um caso de possível reincidência de falhas no restabelecimento do serviço, o que agrava a situação da concessionária. A fiscalização está sendo conduzida em conjunto com a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). Para a Aneel, a recorrência de eventos fortalece as dúvidas sobre a capacidade da concessionária de garantir a continuidade do serviço aos consumidores.

“A Aneel destaca a atuação diligente em estrita observância ao processo legal e ao interesse público para a adequada prestação do serviço de distribuição aos consumidores paulistas, em atendimento às diretrizes do Governo Federal”, diz a Aneel em nota.

O outro lado

A Enel, contesta as críticas e afirma que vem atuando para mitigar os danos causados pelo vendaval da semana passada.

Sem anúncio no momento

“As condições climáticas causaram impactos severos na rede elétrica, atingida por quedas de galhos, árvores e outros objetos arremessados pela força contínua dos ventos. Desde a manhã de quarta-feira (10), a Enel mobilizou um número recorde de equipes em campo, chegando a quase 1.800 times ao longo dos dias”, afirmou a concessionária por meio de nota.