O presidente Lula (PT) admitiu neste sábado (20) sua frustração com o novo adiamento do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) e criticou os Estados Unidos por suas ações no Caribe. A declaração foi feita durante a cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR), em meio a um cenário de impasse diplomático e tensões geopolíticas.

Lula disse que esperava selar o acordo comercial ainda neste fim de semana, mas reconheceu que a resistência de países europeus impediu o avanço final. Na última quinta-feira (18), a UE comunicou que a assinatura do tratado foi adiada para janeiro, após um pedido da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni .

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Lula
Segundo o presidente brasileiro, nos últimos dias ele recebeu apelos diretos da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen , e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, para que o Mercosul aceitasse ajustes no texto. Porém, Lula afirmou que o bloco sul-americano já fez concessões suficientes ao longo dos anos de negociação.

"Tanto a companheira Ursula von der Leyen, quando o cooperador António Costa pediu para que a gente fizesse a reunião no dia 20, que eles gostariam de vir participar dessa reunião aqui no Brasil. Tudo estava certo", disse Lula.

A amizade cordial entre Lula e o presidente da França, Emmanuel Macron , não tem impedido o atendimento do líder francês às resistências dos produtores. Mas lula aposta na aprovação da Itália. "Se ela estiver pronta para assinar e faltar só a França, segundo a Ursula von der Leyen e o António Costa, não haverá possibilidade de a França sozinha não permitir o acordo", afirmou o presidente se referindo a primeira-ministra da Itália.