Após uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), o processo que investiga uma possível omissão do Banco Central (BC) nas operações do Banco Master passou a tramitar sob sigilo desde segunda-feira (15). Com a determinação, apenas um acórdão está disponível publicamente no site do órgão.
Em junho, o Ministério Público solicitou ao tribunal que analisasse supostas falhas do Banco Central. A instituição era acusada de não monitorar o que classificou como “operações temerárias” do Master, além de não informar os riscos aos investidores. O TCU rejeitou o pedido, alegando ausência de evidências de irregularidades.
Em setembro, o governo do Distrito Federal, responsável pelo BRB, recorreu após o BC ter negado a aquisição do Master pelo banco de Brasília. Com isso, o TCU informou que novas informações justificaram o início da apuração sobre as ações do Banco Central no caso.
O pedido mais recente de apuração foi feito pelo subprocurador do Ministério Público no TCU, Lucas Furtado, em novembro, um dia após a decretação da liquidação extrajudicial do Master.
A liquidação extrajudicial é aplicada quando uma instituição apresenta insolvência sem solução ou viola gravemente as regras do sistema financeiro, encerrando as atividades da entidade e determinando seu afastamento do Sistema Financeiro Nacional.