Empresários brasileiros lançaram um manifesto no dia 16 de dezembro, cobrando um código de conduta para ministros de Cortes superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF). A cobrança se dá no contexto do escândalo do Banco Master.
Assinam o manifesto nomes como Armínio Fraga (Gávea Investimentos), Eugênio e Salim Mattar (Localiza), Antônio Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Luiz Passos (Natura), Jayme Garfinkel (Porto Seguro), José Olympio Pereira (Safra), Marco Stefanini (Stefanini) e Pedro Wongtschowski (Ultra), segundo a Folha de S. Paulo .
O incômodo no setor empresarial cresceu após a revelação de que a esposa do ministro do Alexandre de Moraes manteve contrato de R$ 129 milhões com o banco de Daniel Vorcaro. A isso, se somou a notícia de que o magistrado teria conversado com o presidente do Banco Central sobre temas de interesse do Banco Master, o que Moraes nega.
O código de conduta pleiteado é uma promessa do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que reforçou a sua opinião durante discurso no encerramento do ano judiciário de 2025.
“Desde há muito se realça que a consolidação da democracia depende da internalização de práticas institucionais impessoais e da superação de personalismos que fragilizam as estruturas republicanas. Essa reflexão permanece atual e orienta a atuação de uma Corte Constitucional que deve decidir com base no Direito, e não em expectativas circunstanciais ou pressões externas”, declarou Fachin, na ocasião.