Os senadores e deputados da oposição anunciaram, nesta segunda-feira (29), um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes . O documento foi apresentado durante o recesso parlamentar, e cita reuniões do magistrado com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo , para supostamente fazer pressão em favor do Banco Master , atitude considerada incompatível com o cargo exercido por Moraes.

Eles também se mobilizam em prol de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Banco Master, conforme anunciado pelo líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB). Já o pedido de impeachment será protocolado em fevereiro, no retorno das atividades do Legislativo, e encaminhado para apreciação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Até o momento, o documento conta com a assinatura de 100 deputados e 14 senadores.

Foto: Gustavo Moreno/STF
Ministro Alexandre de Moraes

Até fevereiro de 2026, o Cabo Gilberto afirmou que a oposição vai buscar o “maior número da história” de assinaturas. “A nossa meta como liderança da oposição é ultrapassar o maior número já existente na história da República Federal do Brasil, que é mais de 150 deputados federais e mais de 40 senadores da República”, anunciou o parlamentar.

Suposta atuação de Moraes em prol do Banco Master

O escritório de advocacia da esposa de Moraes mantinha contrato milionário com o Banco Master, investigado por fraudes bilionárias, com valor estimado em R$ 129 milhões. Em meio a isso, reportagens mostraram que o ministro manteve contato direto com o presidente do Banco Central, para interceder em favor da instituição bancária.

Executivos do Banco Master foram presos pela Polícia Federal (PF) em novembro deste ano, mesmo período em que o BC decretou a liquidação extrajudicial da instituição.

Na denúncia feita pelos parlamentares, a conduta do magistrado é descrita como “uma sequência de pressões diretas e reiteradas” sobre uma autoridade administrativa autônoma. Diante disso, o pedido de impeachment apontou conflito de interesses, e que Moraes ultrapassou o campo jurisdicional para interferir indevidamente no órgão técnico independente.

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