A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos interrompeu, nesta terça-feira (2), as negociações de um empréstimo de R$ 20 bilhões que visava aliviar os cofres da estatal, após o Tesouro Nacional recusar a garantia da União devido ao custo elevado da operação de crédito.
Os Correios comunicaram ao consórcio de bancos que não irá mais prosseguir com o empréstimo, que iria financiar seu plano de reestruturação. O Tesouro Nacional reprovou a taxa de juros de 136% do CDI (cerca de 18% ao ano, com a Selic em 15%).
“A Diretoria Executiva dos Correios segue trabalhando, em conjunto com os ministérios, na avaliação de alternativas que reforcem a liquidez imediata da empresa, assegurando o andamento das iniciativas necessárias para a recuperação financeira da estatal”, diz o comunicado dos Correios.
O empréstimo daria fôlego a estatal, que acumula prejuízos bilionários. O consórcio de instituições que concederia o crédito, incluía Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e Safra, entre outros.