O Banco Central (BC) enviou nessa segunda-feira (29), informações solicitadas pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonantan de Jesus, a respeito da liquidação do Banco Master , do empresário Daniel Vorcaro . O documento apresentou uma lista de supostas irregularidades encontradas.
O relatório relata também a existência de uma investigação enviada ao Ministério Público Federal (MPF) sobre novas fraudes que teriam sido cometidas pelo banco para tentar continuar funcionando.
O Banco Central informou no documento que as evidências colhidas sugerem que os recursos provenientes do Banco Master foram reciclados por meio de uma cadeia de fundos e sociedades interpostas, de modo a conferir aparência formal de autonomia às transações, embora mantivessem a mesma origem e o mesmo beneficiário econômico final. Tal dinâmica, além de violar princípios de transparência e segregação fiduciária, pode configurar fraude na gestão e simulação de operações financeiras, nos termos da legislação penal aplicável.
A instituição ainda relatou que enviou ao Ministério Público Federal, em novembro deste ano, a comunicação de crime por “indícios de condutas relacionadas à gestão fraudulenta de instituição financeira, à realização de operação simulada ou sem lastro e ao emprego de artifícios destinados a criar aparência de legalidade para operações desprovidas de substância econômica”.
Na tarde desta terça-feira (30), Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, prestarão esclarecimentos para a Polícia Federal (PF) por suposta fraude de R$ 12 bilhões em venda de carteiras de crédito ao BRB.