Na última segunda-feira (29), o Senado Federal pagou R$ 46 milhões a quase 800 servidores da Casa, a título de remuneração extra. O Sindicato dos Servidores Legislativos informou que alguns chegaram a receber, além do próprio salário, até R$ 300 mil nos últimos dias de 2025. Esse repasse ficou conhecido como “vale champagne”.

O montante total gasto pelo Senado foi calculado baseado em honorários advocatícios pagos a um escritório de advocacia contratado para atuar na derrubada do veto do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o benefício.

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Plenário do Senado Federal

Essa remuneração extra é formalmente chamada de Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), um pagamento adicional aos salários dos servidores. No parecer do TCU, a acumulação de VPNIs no Senado ocorre de forma irregular.

Um projeto de lei chegou a ser aprovado no Congresso para regularizar o modelo, mas justamente o trecho que tratava do acúmulo das VPNIs foi vetado pelos parlamentares. Diante disso, o Sindicato dos Servidores Legislativos contratou advogados para atuar na derrubada do veto. A remuneração foi acordada em 10% do total arrecadado com o benefício.

Segundo o Portal da Transparência, apenas os honorários advocatícios pagos nesse processo totalizaram R$ 4,6 milhões, que serviu de base para estimar o montante global de R$ 46 milhões pagos com as remunerações extras.

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