A Força Aérea Brasileira (FAB) decretou sigilo de cinco anos sobre os custos da operação que trouxe ao Brasil a ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia. Condenada por corrupção pela Justiça peruana, ela recebeu asilo diplomático do governo brasileiro em abril deste ano e desembarcou em Brasília no dia 16, a bordo de uma aeronave da FAB.

No dia seguinte à sua chegada, o portal Metrópoles solicitou, via Lei de Acesso à Informação (LAI), os dados referentes aos gastos da missão. Em resposta, a FAB informou que os valores são classificados como informação de acesso restrito, por se tratarem de dados considerados "essenciais para os planos e operações estratégicos das Forças Armadas".

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Avião da Força Aérea Brasileira

A justificativa foi mantida pelo gabinete do Comando da Aeronáutica, liderado pelo tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno. No início de junho, o órgão referendou a decisão de manter os custos sob sigilo por um período de cinco anos.

A operação causou repercussão política por envolver recursos públicos em uma missão diplomática sensível, autorizada pelo governo Lula, que concedeu o asilo à ex-primeira-dama em meio a sua condenação judicial no Peru.