O pastor evangélico Silas Malafaia voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), após a manutenção das medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no âmbito do inquérito que investiga supostos ataques à soberania nacional e à Justiça. Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (18), Malafaia acusou os jornalistas da GloboNews de parcialidade.
“O jornalismo ‘canalha’ da GloboNews protege o ‘ditador’ Alexandre de Moraes e diz que a ordem contra Bolsonaro é do STF”, escreveu o pastor. Malafaia é um dos principais aliados de Bolsonaro e tem liderado manifestações pedindo anistia para os presos pelos atos em 8 de janeiro de 2023.
A declaração ocorre no mesmo dia em que a Primeira Turma do STF formou maioria a favor da manutenção das medidas cautelares impostas a Bolsonaro, que incluem a proibição de deixar o país e uso de redes sociais. O julgamento, realizado em plenário virtual, está previsto para terminar na próxima segunda-feira (21).
O processo foi instaurado após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, em reação ao que classificou como "perseguição política a Bolsonaro". A investigação levou à expedição de mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro e na sede do Partido Liberal (PL), em Brasília.
Outro que se manifestou sobre o inquérito foi Carlos Bolsonaro (PL), vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente. Em postagem nas redes sociais, Carlos disse que não falava como político, mas como filho "revoltado com toda a perseguição que meu pai vem sofrendo". “Dói ver meu pai sendo censurado, calado, proibido de sair do país, sofrendo buscas arbitrárias, enquanto assassinos e corruptos vivem de forma livre no nosso país”, escreveu. Ele também afirmou que “milhares de brasileiros” estariam sendo censurados ou perseguidos por “discordarem do sistema”.
A investigação segue sob relatoria de Moraes e apura se houve articulação internacional com o objetivo de pressionar instituições brasileiras por meio de sanções, o que poderia configurar 'crime contra a soberania nacional'.