O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou, nesta quarta-feira (2), que recebeu orientação médica para permanecer em repouso absoluto durante todo o mês de julho. Segundo ele, a recomendação veio após uma consulta de urgência motivada por crises frequentes de soluços e vômitos, que, inclusive, têm prejudicado sua capacidade de falar. Por conta do problema de saúde, os compromissos políticos que ele cumpriria em Santa Catarina e Rondônia estão cancelados.

A informação foi divulgada pelo próprio ex-presidente em suas redes sociais. Bolsonaro relatou que os episódios de soluços e vômitos se intensificaram nas últimas semanas, o que o levou a buscar atendimento médico de emergência. Ele afirmou que, em função do quadro, não terá condições físicas de participar dos eventos previamente agendados nos dois estados.

Foto: Ton Molina/STF
Jair Bolsonaro

Em junho, o ex-presidente já havia passado por exames médicos em um hospital privado de Brasília, depois de se sentir mal durante compromissos políticos em Goiás. Na ocasião, a equipe médica diagnosticou uma pneumonia. Mesmo após o tratamento, ele voltou a apresentar sintomas como náuseas e dificuldade para falar.

Apesar das recomendações médicas, Bolsonaro participou, no último domingo (29), de uma manifestação organizada pelo pastor Silas Malafaia, na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato, intitulado "Justiça Já", reuniu apoiadores e teve como foco protestos contra decisões do Judiciário.

Em abril, Bolsonaro também passou por uma cirurgia delicada no Hospital DF Star, em Brasília. O procedimento, que durou cerca de 12 horas, teve o objetivo de remover aderências intestinais e reconstruir a parede abdominal, sequelas das intervenções realizadas após o atentado à faca sofrido por ele em 2018, durante a campanha eleitoral. Após a cirurgia, ele ficou internado por duas semanas para se recuperar.

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