O rapper Oruam foi transferido, na noite dessa terça-feira (22), para a penitenciária Serrano Neves, conhecida como Bangu 3A, localizada na zona oeste do Rio de Janeiro. A unidade é destinada a presos ligados ao Comando Vermelho e abriga detentos considerados de alta periculosidade. A Justiça manteve a prisão preventiva do artista após audiência de custódia realizada no mesmo dia.

O sistema prisional do Rio organiza os presos de acordo com a facção dominante na área onde o detento atuava ou suas alianças criminosas, a fim de evitar confrontos internos. Há presídios específicos para membros do Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro, Amigos dos Amigos e milicianos.

A penitenciária Serrano Neves é conhecida por custodiar nomes influentes do tráfico, como My Thor, Criam de Belford Roxo, Léo Barrão, Choque e Naldinho, todos da mesma facção do pai de Oruam, Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, atualmente preso em Catanduvas (PR), onde cumpre pena em regime federal de segurança máxima.

A prisão de Oruam

Segundo a Polícia Civil, ele foi indiciado por atacar agentes e por dar abrigo a um criminoso investigado por roubo de veículos. De acordo com relatos da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), policiais monitoravam o suspeito, que estava na casa de Oruam e ao abordarem o homem, o rapper teria reagido jogando pedras e paralelepípedos nos agentes, danificando uma viatura e causando ferimentos leves em um policial. Ele também teria ameaçado o delegado Moyses Santana, mencionando ser filho de Marcinho VP.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Oruam

Durante o depoimento, os agentes relataram que “a equipe permaneceu em monitoramento com viatura descaracterizada. No momento em que o alvo saiu da casa com outras quatro pessoas, foi abordado, sendo apreendidos um celular e um cordão”.

Em sua primeira declaração após a prisão, Oruam pediu desculpas. “Só pedir desculpa, mesmo. Dizer que amo muito meus fãs. Vou dar a volta por cima, tropa. Estou com Deus. Sou forte!”, disse.

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