A Embaixada dos Estados Unidos sinalizou, em abril deste ano, interesse do governo Donald Trump pelos minerais brasileiros. O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann , afirmou ao Metrópoles , que a primeira reunião com representantes estadunidenses aconteceu há mais de dois meses, ou seja, antes do tarifaço. Na reunião, o país norte-americano revelou descontentamento com a relação comercial com o Brasil nesse setor.

Jungmann disse que, no encontro, os representantes americanos questionaram a relação comercial tão pequena no setor de mineração e sinalizaram interesse para sua ampliação. “Em abril, já falavam no interesse de parcerias com o Brasil na área mineral. Nesta reunião [no dia 23/5], tornou-se bastante claro o interesse de minerais críticos estratégicos. Dissemos que a Constituição brasileira determina que o subsolo pertence à União, essa negociação deveria ser travada com o governo federal”, afirmou o presidente do Ibram.

Foto: Facebook/Planalto
Raul Jungmann, em cerimônia de posse

Raul Jungmann ressaltou que apesar de demonstrar descontentamento com a atual relação entre os países, os representantes estadunidenses não mencionaram nenhuma sanção comercial. Ademais, o presidente do Ibram pontuou que o setor está disposto a negociar no âmbito privado. “Estamos discutindo se nós vamos até lá, ou se eles viriam até aqui, a depender de contratos a ser feito. É para sair dessa situação de perde-perde, passar para uma situação que seja boa e positiva para o setor privado de lá e de cá. É basicamente essa a conversa que nós tivemos com ele”, explicou.

Para o presidente do Ibram, o Brasil se beneficiária com uma boa relação com os EUA no setor de mineração. “Eu não vejo problema nenhum. Em termos de parcerias, elas seriam bem-vindas na área de tecnologia, na área de investimento, na short ventures etc.”, pontuou Jungmann. Ele ainda disse que relatou a última conversa do setor com a Embaixada dos EUA para o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB) , e que ele agradeceu a informação, mas guardou decisão para definir no âmbito do governo.

As novas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump devem entrar em vigor em 1º agosto.

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