A ex-deputada federal Manuela d’Ávila (PCdoB) afirmou, nesta quinta-feira (13), que sua conta no Instagram foi alvo de restrições impostas pela Meta após a publicação de um conteúdo que associava o ex-presidente Jair Bolsonaro e a direita brasileira ao fenômeno da “adultização infantil” nas redes sociais.
Segundo Manuela, as sanções incluem a proibição de realizar transmissões ao vivo e de criar anúncios na plataforma. “Minha conta no Instagram acaba de receber diversas punições por termos trazido o debate sobre a adultização das infâncias, vinculando-o às práticas da extrema-direita no Brasil”, disse. “Todos nós nos lembramos quando Jair Bolsonaro disse que ‘pintou um clima’. Quando associamos a pedofilia e a adultização das infâncias a Bolsonaro, recebemos proibições da Meta”, afirmou.
Em comunicado enviado à ex-parlamentar, a empresa informou que as medidas foram adotadas como “medida de segurança”, alegando que o conteúdo poderia violar as diretrizes da plataforma. A postagem foi removida sob a justificativa de “exploração sexual”.
Manuela declarou que foi acusada de divulgar material relacionado à exploração sexual porque, segundo ela, apontou quem seriam os responsáveis ou defensores de práticas que contribuiriam para a adultização infantil no país.
Apesar da punição, a ex-deputada manteve a defesa da regulação das redes sociais. Para ela, existe contradição no discurso de setores da chamada “extrema-direita”, que, ao alegarem proteger as crianças, manteriam vínculos com as plataformas digitais sem exigir regras mais rígidas de controle.
“É preciso regular as redes para que as infâncias não sejam adultizadas, senão é discurso da boca para fora”, afirmou.