A Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) desembolsou R$ 6,9 milhões para enviar equipes às agendas internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde o início do atual mandato. Os dados oficiais mostram que servidores da estatal acompanharam o chefe do Executivo em 35 países, em um ritmo de deslocamentos que superou, em pouco mais de dois anos, as viagens presidenciais feitas durante toda a gestão Jair Bolsonaro . As informações são do colunista Paulo Cappeli, do Metrópoles .

Em 2023, primeiro ano do governo Lula, a EBC registrou um “pico” de deslocamentos: foram 24 países visitados, com gastos de R$ 4 milhões em 130 viagens de servidores. No ano seguinte, o volume caiu, mas ainda se manteve alto, 15 países e R$ 1,9 milhão em despesas, referentes a 87 deslocamentos.

Já em 2025, até junho, os números apontam 7 viagens presidenciais acompanhadas pela empresa pública, somando R$ 1 milhão em gastos e 41 deslocamentos.

Comparação com Bolsonaro

Nos dois últimos anos da gestão de Jair Bolsonaro, a EBC atuou em 12 viagens internacionais, bem abaixo do atual patamar. Em 2021, foram gastos R$ 479,9 mil em 5 viagens, e em 2022, R$ 704,9 mil em 7 países, no total, R$ 1,1 milhão em despesas para 54 deslocamentos.

Crise interna e demissões

A alta nas despesas, no entanto, contrasta com a falta de recursos apontada dentro da própria estatal. Em junho deste ano, a então diretora administrativa e financeira da EBC, Sabrina Gabeto, pediu demissão em carta em que citou justamente as dificuldades orçamentárias para custear diárias e passagens de servidores em viagens presidenciais. Pouco depois, em 4 de agosto, o presidente da empresa, Jean Lima, também deixou o cargo.

Sem anúncio no momento