A Advocacia-Geral da União (AGU) está finalizando a contratação de um escritório de advocacia nos Estados Unidos para tentar reverter as sanções impostas ao Brasil pelo governo de Donald Trump. O órgão também pretende utilizar a empresa para atuar contra punições aplicadas a autoridades brasileiras com base na Lei Magnitsky, como é o caso do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes .
O objetivo do Governo Lula é abrir caminho para o diálogo com a Casa Branca. De acordo com a portaria da AGU, os advogados contratados no exterior devem defender os interesses da União, das autarquias e fundações públicas federais, além de estados, do Distrito Federal e municípios.
A contratação, no entanto, não contempla negociações, parcerias ou busca de investimentos, restringindo-se apenas a controvérsias jurídicas em foros estrangeiros.
Dificuldade no diálogo entre os países
As relações entre Brasil e Estados Unidos não avançam desde a taxação de produtos brasileiros e a inclusão do ministro Alexandre de Moraes na lista de sancionados pela Lei Magnitsky.
Segundo o Palácio do Planalto, como as tratativas fracassaram nos escalões mais baixos, não há ambiente favorável para um contato de alto nível. Por isso, uma possível ligação telefônica entre Lula e Trump segue descartada.