A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva , criticou, nesse sábado (02), o aumento dos preços das hospedagens em Belém, cidade que vai sediar a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima ( COP30 ), prevista para acontecer em ministro deste ano. Ela classificou como “achaque” os elevados valores cobrados pela rede hoteleira na capital paraense.

Durante sua participação na Feira Literária Internacional de Paraty, no Rio de Janeiro, a ministra declarou que esses custos excessivos podem dificultar a vinda de representantes dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas. “Não podemos aceitar que os países todos que estão preocupados com o futuro das suas existências, principalmente os países mais vulneráveis, não possam participar de uma das COPs mais importantes da nossa história”, afirmou Marina.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Marina Silva

Além disso, a chefe da pasta do Meio Ambiente do Governo Lula afirmou que a gestão tenta garantir a presença das delegações estrangeiras, especialmente aquelas com menor capacidade financeira. Ela também descartou a possibilidade de a COP30 ser sediada em outra cidade.

“O presidente Lula decidiu que a COP ia ser em Belém e trabalhamos muito para viabilizar que seja em Belém. Todos os esforços têm sido para a manutenção da decisão de ser uma COP em Belém. Claro que temos que superar todas as dificuldades”, reiterou a ministra.

Países pressionam para transferência da sede da COP30

Segundo o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, diversos países têm pressionado o Brasil para mudar a cidade sede do evento devido ao aumento nos preços das hospedagens.

Um dos exemplos desse aumento excessivo é o antigo “Hotel Nota 10”, que em abril de 2023 cobrava R$ 70 por noite, mas com a chegada da COP, passou a se chamar “Hotel COP30” e anuncia diária de R$ 5,6 mil. O estabelecimento fica situado a seis quilômetros do Centro de Convenções da Amazônia, onde acontecerá o evento.

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