Dois homens foram presos nessa sexta-feira (29) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), acusados de participarem do roubo à casa da ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Rogéria Bolsonaro. Na ação criminosa, ocorrida no último domingo (24), os pais dela foram mantidos reféns.

Os idosos, que residem na cidade de Resende, tiveram a casa invadida pelos assaltantes. A situação foi exposta pelo filho de Rogéria, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e, cinco dias depois do crime, alguns suspeitos de envolvimento na ação criminosa foram capturados.

Foto: Reprodução/ Redes sociais
Casa de ex-sogros de Bolsonaro é assaltada

Segundo informações da corporação, pelo menos cinco pessoas participaram do assalto. Os acusados foram identificados após análise das imagens que mostram o assalto, assim como as características dos veículos utilizados pelos criminosos, e desde então passaram a ser monitorados.

As investigações apontaram que os indivíduos usaram placas furtadas, que logo depois do assalto foram substituídas por placas originais. O carro roubado das vítimas foi abandonado, e os suspeitos fugiram em outro carro, mas ao retornarem para Resende esconderam um dos veículos utilizados. Esse automóvel foi apreendido junto com os acusados.

Na operação, a Polícia Civil ainda apreendeu revólver, munição, simulacro de pistola, toucas ninjas, celulares e trajes usados no assalto, além de recuperar alguns bens que foram levados das vítimas.

Assaltantes procuravam por dinheiro

Em relato divulgado nas redes sociais nessa quinta-feira (28), a ex-mulher de Bolsonaro deu detalhes sobe o ocorrido. “Meu paizinho tem 87 anos, e a mãezinha, 85. Eles estão bem. Reviraram a casa, alegando procurar dinheiro, diziam que era dinheiro que o Jair Bolsonaro, meu ex-marido, mandava para eles, dinheiro que não existe”, relatou Rogéria Bolsonaro.

Sem anúncio no momento

No registro, ela descreveu a situação como “crueldade desumana”. No relato, a mãe de Flávio Bolsonaro contou que os homens invadiram a residência usando luvas, mas depois tiraram para colocar fita nos reféns. A mulher também diz acreditar que os criminosos “tinham informações prévias” sobre a família.