Na decisão que autoriza visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), atualmente em prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), cometeu um erro de terminologia em seu despacho.

No texto publicado na quarta-feira (6), o ministro menciona que “filhos, cunhadas, netas e netos” poderiam visitar o ex-presidente. No entanto, o termo “cunhadas” foi utilizado de forma incorreta, quando, na verdade, o magistrado pretendia se referir às “noras”.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Alexandre de Moraes

Enquanto “cunhada” se refere à irmã do cônjuge ou à esposa do irmão, na língua portuguesa, “nora” designa a esposa de um filho em relação aos pais dele. Assim, as esposas dos filhos de Jair Bolsonaro são suas noras, e não suas cunhadas.

O erro pode ter, inclusive, excluído as mães dos netos de Bolsonaro da lista de pessoas formalmente autorizadas a visitá-lo. Apesar da confusão parecer menor, o equívoco tem impacto prático, uma vez que a autorização judicial delimita exatamente quem pode acompanhar o ex-presidente durante o período de prisão domiciliar.

Outro erro gramatical do ministro envolvendo Bolsonaro

No dia 24 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou sua decisão sobre a ordem judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o relator do caso cometeu alguns erros gramaticais no texto que manteve as medidas cautelares, sem convertê-las em prisão.

“Como diversas vezes salientei na Presidência do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, a JUSTIÇA É CEGA MAIS NÃO É TOLA!!!!!”, disse Moraes.

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“Mais” é usado para indicar quantidade, intensidade ou adição. Já a palavra “mas” é uma conjunção adversativa que introduz uma ideia de oposição ou contraste, sendo sinônimo de, “porém”, “contudo” ou, “todavia”.

Além disso, o magistrado ainda errou ao escrever “efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que, as redes sociais do investigado EDUARDO NANTES BOLSONARO foram utilizadas à favor de JAIR MESSIAS BOLSONARO dentro do ilícito modus operandi já descrito”.

Segundo a gramática, não se utiliza crase antes de palavras masculinas. Com isso, deveria ser apenas “a favor”.