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Polícia

DHPP aponta que grupo ligado ao PCC cometeu execuções na zona norte de Teresina

Segundo o delegado Natan Cardoso, os dois crimes foram feitos pelo mesmo grupo com motivações distintas.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esclareceu, nesta terça-feira (21), a relação entre os homicídios de Davi, ex-funcionário da Águas de Teresina, e Petros, registrados na última sexta-feira (17), na zona norte da Capital. De acordo com o delegado Natan Cardoso, os dois crimes foram praticados pelo mesmo grupo criminoso, composto por integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), mas tiveram motivações distintas.

As conclusões preliminares foram apresentadas pelo delegado Natan Cardoso, após a autuação em flagrante de três suspeitos presos pelo BPRone, na noite dessa segunda-feira (20). Um adolescente, apreendido no último sábado (19), também é apontado como participante das duas execuções.

Agressão à mãe motivou morte de Davi

As investigações apontam que o assassinato de Davi foi motivado por uma agressão que ele cometeu contra a mãe de um dos suspeitos que acabou preso nessa segunda-feira (20).

Conforme o DHPP, o investigado e o adolescente apreendido são apontados como os responsáveis pelos disparos efetuados contra Davi no bairro Buenos Aires. "Restou configurada a participação de um deles no primeiro homicídio, pois a mãe desse indivíduo teria sido agredida pelo Davi. Em razão disso, o grupo criminoso praticou esse crime", afirmou o delegado Natan Cardoso.

Foto: Brunno Suênio/GP1Delegado Natan Cardoso, do DHPP
Delegado Natan Cardoso, do DHPP

Apesar da identificação dos suspeitos, o delegado ressaltou que as investigações continuam para apurar se outras pessoas participaram da execução.

Petros foi morto após cobrança de dívida dentro da facção

Horas depois do homicídio de Davi, o mesmo grupo executou Petros na região da Vila Cristalina, também na zona norte da capital. Segundo a Polícia Civil, a vítima integrava o PCC e foi atraída até uma escadaria sob o pretexto de participar de uma reunião com outros integrantes da organização criminosa.

No local, conforme a investigação, os suspeitos cobraram uma dívida relacionada a uma arma de fogo que havia sido apreendida pela polícia quando estava em posse de Petros. A perda do armamento provocou desentendimentos internos, culminando na execução. "O objetivo deles era cobrar uma dívida referente a uma arma de fogo apreendida com a vítima. Em razão dessa dívida e dos atritos que surgiram, ele acabou sendo executado", explicou o delegado.

Ainda de acordo com o DHPP, Petros tentou escapar correndo em direção ao rio, mas foi alcançado e baleado pelos criminosos.

Corpo desapareceu

Embora os suspeitos tenham sido presos, o corpo de Petros não foi localizado desde então. O delegado informou que equipes do DHPP realizaram diligências desde o desaparecimento da vítima, mas, até o momento, não obtiveram êxito. As investigações passarão a ser conduzidas pelo delegado Vilela, responsável pela área, que dará continuidade às buscas e à produção de novas provas.

Arma dos crimes foi apreendida

Durante a coletiva, Natan Cardoso também informou que a arma utilizada nos homicídios foi apreendida em uma operação distinta realizada por policiais da Rocam. A pistola Taurus PT 940, calibre .40, foi localizada durante a abordagem a um suspeito em um posto de combustíveis no bairro Mocambinho.

Segundo o delegado Natan Cardoso, os investigados responderão por homicídio qualificado e integração em organização criminosa armada. Um dos presos também foi autuado por tráfico de drogas, após ser flagrado com pedras de crack, balança de precisão e dinheiro em espécie.

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