O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi orientado por sua defesa a não comparecer à fase final do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que começa nesta terça-feira (2). Os advogados acreditam que a presença dele na Corte não seria positiva neste momento.
Apesar da recomendação, a possibilidade de Bolsonaro ir ao julgamento não está descartada. Para isso, no entanto, ele precisaria solicitar autorização ao STF, já que cumpre prisão domiciliar desde o último mês por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Até a manhã desta segunda-feira (1), nenhum pedido havia sido protocolado, e a defesa do ex-presidente não se manifestou sobre o tema.
Bolsonaro será julgado junto a aliados por suposta participação em uma trama golpista para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa os réus de pelo menos seis crimes, entre eles organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União.
A sessão desta terça deve ser aberta pelo presidente da Primeira Turma do STF, ministro Cristiano Zanin. Na sequência, o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, apresentará um resumo do caso. Depois, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá até duas horas para sustentar a acusação em plenário.
Em seguida, será a vez da defesa de Bolsonaro apresentar seus argumentos. O julgamento deve se estender até o fim da semana.