O cantor e compositor Caetano Veloso entrou com um pedido na Justiça de São Paulo para participar do processo de partilha dos bens de Olavo de Carvalho, escritor e filósofo que morreu em 2022. A ação tem como objetivo assegurar o recebimento de uma indenização por danos morais, atualizada em agosto para R$ 4,035 milhões.
A dívida teve início em 2017, quando Olavo de Carvalho , então residente nos Estados Unidos, publicou nas redes sociais acusações contra Caetano, chamando-o de pedófilo, com isso o baiano moveu uma ação na Justiça do Rio de Janeiro exigindo a retirada imediata das publicações e uma reparação financeira pelos danos causados à sua imagem.
A Justiça do Rio determinou uma multa diária de R$ 10 mil enquanto as postagens ofensivas permanecessem no ar. Olavo ignorou a decisão, o que resultou no acúmulo rápido do valor da dívida. Em 2022, ano da morte do escritor, o montante já ultrapassava os R$ 3,3 milhões.
Com o falecimento, bens do filósofo passaram a responder pelo débito. Em 2024, a Justiça autorizou a penhora da receita obtida com a venda dos livros de Olavo pela Editora Record. Contudo, o valor arrecadado chegou apenas a pouco mais de R$ 8 mil. Agora, os advogados de Caetano tentam, na esfera paulista, que a dívida seja reconhecida como prioritária no espólio.