O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília, após ter sido hospitalizado na tarde de terça-feira (16) em decorrência de um quadro de vômitos, tontura, queda de pressão arterial e episódios de pré-síncope (ameaça de desmaio).

De acordo com boletim médico divulgado na manhã desta quarta-feira (17), Bolsonaro chegou à emergência desidratado, com pressão baixa e frequência cardíaca elevada. Exames laboratoriais e de imagem foram realizados e constataram a persistência de anemia e alterações na função renal, com aumento dos níveis de creatinina.

Ainda segundo o hospital, uma ressonância magnética de crânio foi feita para investigar as crises de tontura, mas não apontou alterações agudas. Após hidratação e medicação, o ex-presidente apresentou melhora parcial, mas segue em observação. A equipe médica avalia a necessidade de prolongar a internação.

O acompanhamento é feito pelos médicos Cláudio Birolini (chefe da equipe cirúrgica), Leandro Echenique (cardiologista), Guilherme Meyer (diretor médico) e Allisson Barcelos Borges (diretor geral do DF Star).

Estado de saúde exige acompanhamento constante

Essa é a segunda ida de Bolsonaro ao hospital nesta semana. No domingo (14), ele já havia dado entrada na unidade, onde realizou exames e recebeu diagnóstico de anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro no organismo, possivelmente relacionada a uma dieta inadequada. Os exames também indicaram vestígios de uma pneumonia recente e complicações dermatológicas, que levaram à retirada de oito lesões cutâneas no tronco e no braço direito.

Aos 70 anos, Bolsonaro enfrenta um histórico de problemas de saúde agravados pelo atentado a faca sofrido em 2018. Desde então, já passou por seis cirurgias em decorrência das complicações abdominais. A mais recente ocorreu em abril deste ano, quando foi submetido a uma laparotomia exploradora para tratar uma subobstrução intestinal e reconstruir a parede abdominal.

Sem anúncio no momento

Segundo especialistas, intervenções desse porte não são mais recomendadas diante do estado clínico delicado do ex-presidente.

Prisão domiciliar e acompanhamento policial

Como está em prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Bolsonaro comunicou oficialmente ao magistrado sobre a internação. Policiais penais acompanham a situação e permanecem de prontidão em frente ao quarto onde ele está internado.