O ministro Edson Fachin assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta segunda-feira (29). Ele foi eleito presidente em agosto junto ao ministro Alexandre de Moraes, que será o vice-presidente da Corte.
Fachin e Moraes exercerão as novas funções no biênio 2025/2027. A sucessão nesses cargos segue a tradição da antiguidade: a cadeira de presidente é ocupada pelo ministro mais antigo que ainda não presidiu o STF, enquanto o segundo mais antigo torna-se vice-presidente.
A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de outras autoridades.
Fachin dispensou a tradicional festa de posse, normalmente bancada por associações de magistrados e oferecida a todos os ministros que assumem o cargo.
Perfil
Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, Fachin integra a Corte desde junho de 2015. Natural de Rondinha (RS), construiu sua carreira acadêmica e jurídica no Paraná, onde se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). No Supremo, foi relator de casos de grande repercussão, como as investigações da Operação Lava Jato, o processo do marco temporal para demarcação de terras indígenas e a ADPF das Favelas, que resultou em medidas para reduzir a letalidade policial no Rio de Janeiro.
Já o ministro Alexandre de Moraes, relator das ações penais relacionadas à suposta tentativa de golpe de Estado, também tem trajetória marcada por cargos públicos. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), foi indicado ao STF em 2017 pelo então presidente Michel Temer, após a morte do ministro Teori Zavascki. Antes, atuou como secretário de Segurança Pública e de Transportes em São Paulo, além de ministro da Justiça no governo Temer.