A denúncia oferecida pelo Ministério Público contra a jovem Geovanna Proque da Silva, foi aceita pela Justiça de São Paulo . Geovanna se tornou ré por atropelar e matar o próprio namorado, Raphael Canuto Costa, e uma amiga dele, Joyce Corrêa, em dezembro de 2025. A mulher, de 21 anos, vai responder por duplo homicídio triplamente qualificado.
A juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 5ª Vara do Júri da capital, determinou que ela permaneça presa. Geovanna foi detida em flagrante logo após o crime e na audiência de custódia, teve a prisão convertida em preventiva.
A promotora Daniela Romanelli da Silva disse que Geovanna agiu por “ciúme doentio” e que as vítimas foram brutalmente atropeladas e não puderam supor que seriam perseguidas.
“O crime foi praticado por motivo torpe, eis que em razão de ciúme doentio da acusada em relação ao seu namorado, a vítima Raphael. O crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que elas foram colhidas de surpresa, não puderam supor que seriam perseguidas e brutalmente atropeladas, quando resolveram dar uma volta de motocicleta. O meio utilizado foi cruel, ante a violência do abalroamento e a dilaceração dos corpos”, afirmou Romanelli.
Antes do atropelamento, Geovanna enviou uma mensagem com tom de ameaça no WhatsApp: “Ou você resolve ou eu resolvo”. Na ocasião, o rapaz recebia amigos em casa para um churrasco. A presença de amigas no local provocou os ciúmes da jovem.