A atriz Titina Medeiros , que ganhou projeção nacional com a novela Cheias de Charme, morreu nesse domingo (11), aos 48 anos, em decorrência de um câncer de pâncreas. A artista estava em tratamento contra a doença há aproximadamente um ano.

A informação foi confirmada por familiares por meio das redes sociais. Em publicação, a irmã de Titina afirmou que a família já tinha ciência da gravidade do diagnóstico, mas foi surpreendida pela rápida evolução do quadro clínico.

Foto: Reprodução
Titina Medeiros

O câncer de pâncreas é considerado um dos tipos mais agressivos da doença e costuma se desenvolver de maneira silenciosa. Em muitos casos, o tumor cresce para fora do órgão, o que dificulta a realização de cirurgia para retirada completa. Além disso, os sintomas iniciais geralmente são inespecíficos e semelhantes a problemas digestivos comuns, o que contribui para diagnósticos tardios, quando o câncer já se encontra em estágio avançado e com opções de tratamento mais limitadas.

Com a progressão da doença, o organismo passa a apresentar sinais mais evidentes. Entre os principais sintomas está a icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele e da parte branca dos olhos, causada pelo acúmulo de bilirrubina no organismo. Perda de peso e diminuição do apetite também são frequentes, resultado do processo inflamatório provocado pelo tumor.

Alterações no funcionamento do intestino, como diarreia, constipação e mudanças na cor ou textura das fezes, podem estar associadas à pancreatite crônica, condição relacionada ao câncer de pâncreas. Dor persistente no abdômen ou nas costas é outro sintoma comum, causada pela pressão do tumor sobre estruturas e nervos próximos ao pâncreas.

Fatores de risco

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), muitos casos de câncer de pâncreas estão ligados à predisposição genética. A doença pode estar associada a síndromes hereditárias, como a de Peutz-Jeghers e a pancreatite hereditária, além de histórico familiar de câncer de mama ou ovário.

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Fatores relacionados ao estilo de vida também aumentam o risco de desenvolvimento da doença, entre eles o tabagismo, a obesidade, o diabetes e a pancreatite crônica. A incidência do câncer de pâncreas é maior a partir dos 40 anos.