A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (13) três homens apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeitos de ordenar a morte do ex-delegado geral Ruy Ferraz Fontes . O crime ocorreu em 15 de setembro do ano passado e, segundo a investigação, teria sido motivado por vingança relacionada à atuação do ex-delegado quando esteve à frente de funções na segurança pública paulista. Os presos foram identificados como Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul; Márcio Serapião Pinheiro, o Velhote; e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, o Manoelzinho.
De acordo com os investigadores, a participação de Velhote teria ocorrido por meio de apoio logístico e financeiro à execução. Ele é apontado como o responsável pelo pagamento a Umberto Alberto Gomes, indicado como um dos atiradores envolvidos no homicídio. Umberto morreu posteriormente em confronto com equipes policiais no estado do Paraná. As apurações também indicam que Manoelzinho teria ficado encarregado de monitorar a rotina do ex-delegado no dia da execução, acompanhando seus deslocamentos antes do ataque.
As prisões ocorreram em diferentes cidades do estado de São Paulo. Azul foi capturado na região da Baixada Santista, enquanto Velhote foi detido em Jundiaí e Manoelzinho em Caraguatatuba. As ações foram realizadas por equipes da Polícia Civil no cumprimento de mandados relacionados ao inquérito que apura as circunstâncias do crime, a cadeia de responsabilidades e a suposta atuação do grupo na coordenação do homicídio.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre quais elementos levaram a polícia a concluir que os três presos seriam os mandantes do assassinato. A cúpula da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que deve conceder entrevista coletiva no fim da tarde desta terça-feira (13) para apresentar esclarecimentos sobre o andamento das investigações, os fundamentos das prisões e os próximos passos do caso.