O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), afirmou nesta quinta-feira (15) que o Brasil não deve sofrer impactos relevantes diante da ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 25% a países que mantêm relações comerciais com o Irã. A sinalização do líder norte-americano ocorreu após o endurecimento da repressão do regime iraniano contra manifestações populares no início deste ano.

Segundo Alckmin, o volume de comércio entre Brasil e Irã é reduzido e, por isso, não teria potencial para gerar prejuízos significativos à economia brasileira. Em entrevista à EBC, o vice-presidente destacou que a maioria dos países mantém algum nível de exportação para o Irã, mas que, no caso brasileiro, a relação comercial é limitada.

“A maioria dos países têm algum tipo de exportação [com o país do Oriente Médio], a nossa relação comercial com o Irã é pequena”, afirmou Alckmin.

Para o ministro, eventuais medidas tarifárias tendem a afetar com mais intensidade economias que possuem laços comerciais mais robustos com Teerã, como grandes países europeus. Ele também avaliou que a aplicação de uma taxação generalizada seria complexa, já que envolveria mais de 70 nações que mantêm algum tipo de comércio com o país do Oriente Médio.

"Acho que a questão da supertarifação é difícil de ser aplicada. Teria que aplicar em mais de 70 países do mundo [que também fazem comércio com o regime iraniano]", pontuou.

Alckmin ponderou ainda que não há clareza sobre o alcance da possível tarifa, se ela atingiria todos os produtos ou apenas setores específicos, e ressaltou que, até o momento, não existe uma decisão oficial do governo dos Estados Unidos nesse sentido. De acordo com ele, o tema está sendo acompanhado pelo Ministério das Relações Exteriores, enquanto o MDIC segue focado na ampliação do comércio exterior e na redução de barreiras.

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