Após a crise política instaurada na Venezuela, após a prisão do ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cília Flores, pelos Estados Unidos, no dia 3 de janeiro deste ano, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está articulando uma brigada de apoiadores para ir à Venezuela realizar manifestações de apoio ao regime de Maduro (agora deposto).
De acordo com o próprio movimento, o objetivo é “contribuir com a defesa da soberania do país e com o fortalecimento das comunas”, estrutura associada ao formato político imposto pelo chavismo. O MST afirmou que mantém representantes na Venezuela há mais de 20 anos, vinculados a programas do governo venezuelano voltados à produção agrícola e à agricultura familiar.
Poucos dias após a operação que prendeu o ditador do país, o MST organizou várias ações para manifestar solidariedade ao chavismo e reivindicar a libertação de Maduro.
Uma das ações adotadas foi a criação de um boletim de informações diário, intitulado “Venezuela em Foco”, que, segundo o MST, tem como objetivo divulgar informações apuradas e combater a desinformação, em uma espécie de “fact-checking”.
O movimento também determinou datas específicas de mobilizações a favor do regime chavista para o mês de janeiro. Neste sábado (17), deverá acontecer uma reunião nacional com o lema “Liberdade para Maduro e Cília, já! Fora Trump da América Latina!”.