Na última quinta-feira (15), após a transferência do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agradeceu aos agentes da Polícia Federal que prestaram os devidos cuidados a Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano, período em que ele esteve na Superintendência da corporação, em Brasília.

“Continuo confiando e agradecendo a Deus, certa de que tudo acontece no tempo do nosso Amado Pai e não no nosso. Sou grata a todos da PF que, durante o período em que o meu amor esteve lá, cuidaram dele com atenção, auxiliando nas medicações e nas refeições. Que Deus os recompense e os abençoe grandemente. Estou a caminho do complexo para ver o meu amor”, disse Michelle.

Foto: Alan Santos/Presidência da República
Michelle Bolsonaro e Jair Bolsonaro

O ministro relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes , fez duras declarações em resposta às críticas da família Bolsonaro sobre as condições em que o custodiado se encontrava. Ele chegou a afirmar que as reclamações poderiam ser classificadas como uma “campanha de notícias fraudulentas” e que têm o objetivo de deslegitimar a soberania do Poder Judiciário.

Moraes afirmou ainda que o cumprimento da pena não deve ser confundido com uma “estadia hoteleira ou colônia de férias”. Em resposta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perguntou se o ministro determinaria as mesmas condições ao ex-presidente Michel Temer (MDB), que o indicou à corte.

“Se fosse com o ex-presidente Michel Temer, Alexandre de Moraes estaria agindo da mesma forma? Os remédios que Bolsonaro toma para seu atual problema crônico de soluços têm efeitos colaterais como desequilíbrio e sonolência”, disse Flávio.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a decisão reforça a “insensibilidade” e a “psicopatia” de Moraes. Já o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) criticou a “maldade” do magistrado.

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“A transferência para um ambiente prisional severo, somada às aberrações jurídicas apontadas e ao estado clínico delicado, passa a representar mais do que o cumprimento de uma decisão judicial: transforma-se em um marco simbólico de confronto institucional, cujo impacto ultrapassa a figura de Jair Bolsonaro e alcança o próprio conceito de justiça, proporcionalidade e Estado de Direito no Brasil”, disse o ex-vereador.