A Polícia Federal cumpriu, na sexta-feira (2 de janeiro), a prisão de Filipe Martins , ex-assessor para Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF).

Martins estava em regime de prisão domiciliar desde o dia 27 de dezembro, monitorado por tornozeleira eletrônica. No entanto, a situação foi reavaliada após o magistrado apontar indícios de descumprimento das medidas impostas pela Justiça.

Na terça-feira (31), Moraes havia intimado a defesa do ex-assessor a prestar esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre a suposta utilização de uma conta no LinkedIn. O uso de redes sociais é expressamente proibido, conforme as restrições estabelecidas no processo. O descumprimento poderia resultar na decretação de prisão preventiva, o que acabou ocorrendo.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão no julgamento do chamado núcleo 2 das investigações. A prisão domiciliar havia sido decretada no dia 26 de dezembro, após a fuga e posterior prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, episódio que levou o STF a endurecer medidas cautelares contra outros investigados.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Martins é acusado de atuar no gerenciamento de ações de uma organização criminosa que teria como objetivo manter Jair Bolsonaro no poder. Além da restrição ao uso de redes sociais, ele também foi obrigado a entregar o passaporte, teve o porte de arma suspenso e ficou proibido de receber visitas que não sejam de seus advogados.

No despacho mais recente, Alexandre de Moraes destacou que uma denúncia, anexada aos autos em 29 de dezembro, indicava que o ex-assessor teria acessado o LinkedIn para consultar perfis de terceiros, o que motivou o pedido de explicações à defesa e, posteriormente, a ordem de prisão.

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