O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin , decidiu encurtar o período de férias e retornou a Brasília na noite de segunda-feira (19) para lidar com os impactos provocados pelo caso envolvendo o Banco Master, que tem gerado desgaste à imagem da Corte.

Apesar de estar afastado oficialmente, Fachin vinha mantendo contato com outros ministros ao longo do recesso. Ainda assim, optou por voltar à capital federal para acompanhar de perto a condução do momento considerado sensível, diante da repercussão do caso Master.

Como parte da agenda, o ministro deve viajar nesta terça-feira (20) ao Maranhão, onde pretende se reunir pessoalmente com o ministro Flávio Dino para tratar do assunto.

De acordo com interlocutores, Fachin também manteve conversas com o ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF, além de dialogar com Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin, André Mendonça e Cármen Lúcia.

Durante o recesso do Judiciário, Fachin continuou atuando na condição de presidente do STF e entrou em férias somente após transferir a presidência interina ao vice-presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes. Ambos se revezaram na análise de demandas urgentes encaminhadas ao tribunal.

A retomada oficial das atividades do Judiciário está prevista para o dia 2 de fevereiro.

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