Nesse domingo (25), o embaixador da Rússia na Venezuela, Sergey Melik-Bagdasarov , afirmou saber os nomes das pessoas que ajudaram os Estados Unidos durante a captura do ex-ditador Nicolás Maduro. Segundo ele, o plano só foi concluído com sucesso devido a falhas internas, negligência e à colaboração de autoridades venezuelanas com os serviços de inteligência de Washington, entre elas pessoas que integravam o círculo íntimo do chavista.
Em outubro de 2025, Maduro alardeou o fato de ter “milhares” de mísseis russos que, teoricamente, o ajudariam a manter os Estados Unidos longe do território venezuelano. No entanto, justamente no dia da operação que resultou na prisão do ex-ditador, tanto o sistema russo quanto o sistema local falharam.
Ainda de acordo com o embaixador russo, Caracas chegou a efetuar dois disparos com baterias antiaéreas russas contra tropas americanas durante a operação de captura, mas os ataques falharam por falta de treinamento do pessoal militar venezuelano. “Além de ter uma metralhadora nas mãos, é preciso saber dispará-la”, disse Melik-Bagdasarov, concluindo que os militares erraram os alvos nas tentativas.
As declarações do diplomata foram dadas ao canal de televisão Rossiya-24, ocasião em que descreveu um cenário de deslealdade anterior à operação militar que culminou, em 3 de janeiro, com a remoção do ex-ditador venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores, da Venezuela. Sergey afirmou que a Rússia conhece os nomes daqueles que “trabalharam sistematicamente para a inteligência americana”.
Mesmo após a derrota de um aliado, a Rússia reforçou seu apoio ao regime venezuelano, garantindo que a cooperação militar não foi cancelada.