A Petrobras interrompeu, no último domingo (4), as operações de perfuração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas após o vazamento de fluido em uma sonda. O incidente ocorreu no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros do litoral do Amapá.
Segundo a estatal, a perda de fluido aconteceu em duas linhas auxiliares que ligam a sonda ao poço. A empresa informou que o vazamento foi imediatamente contido e isolado, e que o material é biodegradável e está dentro dos limites de toxicidade, não oferecendo riscos ao meio ambiente, nem à população costeira.
As linhas foram levadas à superfície para avaliação e reparo, o que deve paralisar as atividades no poço por até 15 dias. A Petrobras afirmou ainda que não há problemas com a sonda nem com o poço, que permanecem em condições seguras.
O poço Morpho é o primeiro da Bacia da Foz do Amazonas e teve a perfuração iniciada há cerca de três meses, após um longo impasse com o Ibama. O órgão ambiental havia negado sucessivas vezes a licença, alegando riscos ambientais e impactos sobre comunidades indígenas e ribeirinhas. A autorização foi concedida em outubro de 2025, após exigências como a criação de um centro de atendimento emergencial à fauna e simulações de vazamentos.
Nesta fase, a Petrobras está autorizada apenas a realizar estudos exploratórios. A produção de petróleo dependerá de uma nova licença ambiental. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o potencial da Bacia da Foz do Amazonas é estimado em 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente.