O influenciador digital Paulo Cardoso foi citado em uma reportagem que apontou a atuação coordenada de influenciadores nas redes sociais para criticar o Banco Central (BC) no contexto da liquidação do Banco Master . Segundo a apuração, as postagens teriam sido feitas após o pagamento a criadores de conteúdo, tese que Cardoso nega.
A denúncia foi feita pelo também influenciador Rony Gabriel, que disse ter sido procurado por um representante da UNLTD Brasil chamado André Salvador para fazer os vídeos contra o Banco Central.
A reportagem mostrou que, a partir do dia 19 de dezembro Paulo Cardoso e outros influenciadores divulgaram vídeos criticando a atuação do Banco Central no caso do Banco Master. As publicações iniciaram um dia após a divulgação de uma matéria do portal Metrópoles que informou sobre supostos “indícios de precipitação” do BC, apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
No dia 19 de dezembro, Cardoso publicou um vídeo em tom crítico ao Banco Central, acompanhado da legenda: “Ser consciente é sempre se perguntar quem está ganhando e quem está perdendo com isso… o sistema é foda meus amigos! Minha missão aqui é formar pessoas despertas, gente que consiga pensar e não se deixarem ser manipuladas.”.
Os vídeos foram publicados de forma quase simultânea, com estética semelhante, abordagem convergente e uso da reportagem do Metrópoles como principal fonte. As postagens exaltavam a atuação do TCU, questionavam a legalidade da condução do Banco Central e atribuíam à imprensa tradicional um suposto papel de manipulação narrativa.
Após a divulgação da informação de que influenciadores receberam dinheiro para fazer as publicações, Paulo Cardoso publicou um novo vídeo negando ter sido pago. Na legenda, ele afirmou: “2026 começou, ano de guerra eleitoral meus amigos e com ele, as narrativas!!! Nesse ano, muitos ‘heróis’ surgirão pra convencer você que são a melhor opção! (…) O que eu faço aqui é QUESTIONAR. O meu trabalho é libertar a sua mente e fazer você ser uma pessoa mais autônoma, independente e LIVRE!”.
Apesar da negativa, permanece o registro de que Paulo Cardoso publicou, nos dias 19 e 28 de dezembro, conteúdo crítico ao Banco Central no mesmo período e com abordagem semelhante à de outros influenciadores citados na apuração, no contexto do caso envolvendo o Banco Master.