O desembargador aposentado Sebastião Coelho, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), usou as redes sociais nesta quarta-feira (7) para fazer duras críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes , a quem atribuiu responsabilidade por um eventual agravamento no estado de saúde do ex-chefe do Executivo.

Em vídeo gravado em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, Coelho afirmou que Bolsonaro ficou mais de 24 horas sem atendimento médico após sofrer uma queda dentro da cela onde está preso. Segundo ele, a demora seria “inadmissível” diante da situação clínica do ex-presidente. O desembargador foi além e declarou que qualquer dano mais grave à saúde de Bolsonaro, inclusive com desfecho fatal, teria um único responsável.

“O fato concreto é que Bolsonaro ficou mais de 24 horas sem atendimento médico depois de ter sofrido uma queda e batido a cabeça. Isso é inadmissível!”, disse.

Mais cedo, Alexandre de Moraes autorizou a saída temporária de Bolsonaro da custódia da Polícia Federal para a realização de exames médicos. O ex-presidente foi encaminhado ao DF Star, onde passou por avaliações clínicas após relatar dores decorrentes de um traumatismo leve.

Bolsonaro deixou o hospital por volta das 16h30 e retornou à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta por sua condenação no processo que apurou a liderança da tentativa de golpe de Estado.

A queda ocorreu na terça-feira (6), quando Bolsonaro teria batido a cabeça em um móvel dentro da cela. Desde então, aliados passaram a manifestar preocupação com o estado físico do ex-presidente.

Sem anúncio no momento

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se pronunciou, afirmando que o marido convive com dores constantes e que estaria vivendo em “modo sobrevivência”, expressão usada para descrever a dificuldade enfrentada por ele no cotidiano da prisão.