O ministro Dias Toffoli afirmou nesta quinta-feira (12) que não pretende deixar a relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação foi apresentada ao presidente da Corte, Edson Fachin , após citações ao nome do magistrado em conversas extraídas pela Polícia Federal dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As informações são da colunista Manoela Alcântara .
Paralelamente, o ministro determinou que a PF encaminhe à Corte a íntegra das perícias realizadas em celulares e demais mídias apreendidas no âmbito da investigação, incluindo os dispositivos de Vorcaro.
Em nota oficial, Toffoli confirmou ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participações por meio de fundos no resort Tayayá Resort, localizado no Paraná, ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo o gabinete do ministro, a empresa é familiar, de capital fechado, e administrada por parentes do magistrado.
O ministro destacou que sua participação societária está de acordo com as normas da magistratura, afirmando que juízes podem integrar empresas e receber dividendos, desde que não atuem na gestão administrativa.
Toffoli informou ainda que a Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro até fevereiro de 2025. Conforme a nota, a saída ocorreu em duas operações: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à PHD Holding, em fevereiro de 2025.
Sobre a pressão para deixar a relatoria, o ministro afirmou que a ação relacionada à compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB) foi distribuída a ele em novembro de 2025, quando a empresa familiar já não fazia parte do grupo ligado ao resort. Toffoli também declarou que desconhece o gestor do Fundo Arllen e reiterou não possuir relação de amizade com Daniel Vorcaro, nem ter recebido valores do banqueiro ou de Fabiano Zettel.