Mensagens que mencionam supostos repasses realizados pelo ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro , ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli , provocaram uma mudança no rumo da CPI do Crime Organizado no Senado. Na noite desta quinta-feira (12), diante das revelações, o colegiado decidiu incluir na pauta uma série de requerimentos voltados à apuração de pessoas ligadas ao magistrado e ao ministro Alexandre de Moraes .
Para o dia 25 de fevereiro, está prevista a análise de 47 solicitações. Entre os pedidos, há convites para que Moraes compareça à comissão, além de requerimentos que envolvem Toffoli e seus familiares. A CPI também pretende ouvir os irmãos do ministro, José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli. Integram ainda a pauta o convite e a convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, que firmou contrato de R$ 129 milhões com o banco.
Após a divulgação das mensagens, foram acrescentados requerimentos à pauta da comissão. Até o dia anterior, o presidente da CPI, o senador Fabiano Contarato (PT/ES), não havia discutido com os demais membros a eventual convocação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), tampouco sinalizava que adotaria providências nessa direção.
A lista de solicitações também atinge nomes vinculados ao governo federal. Entre os pedidos previstos está a convocação de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master e apontado como pessoa próxima ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Consta ainda requerimento para que o próprio Rui Costa seja convidado a prestar esclarecimentos.
Pode ser chamado a depor, igualmente, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que foi contratado pelo Banco Master na condição de consultor. Além dele, a comissão deverá analisar a possibilidade de convocar Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel, cunhado do antigo executivo, citado nas mensagens ao tratar de pagamentos relacionados ao caso.