A Justiça de São Paulo negou o pedido de prisão temporária dos sócios da academia G4 Gym pela morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, ocorrida após o uso de uma piscina na zona leste da capital. A decisão foi assinada pela juíza Paula Marie Konno nesta sexta-feira (13). A vítima passou mal após entrar na água e morreu horas depois em um hospital.

A principal suspeita é de intoxicação provocada pelo cloro utilizado na limpeza da piscina. Além dela, outras cinco pessoas que frequentaram o local no mesmo dia precisaram de atendimento médico. A magistrada considerou que não há elementos que indiquem tentativa de interferência nas investigações por parte dos investigados.

Foto: Reprodução
Juliana Faustino Bassetto

Na decisão, a juíza afirmou que os sócios já prestaram depoimento, a perícia coletou materiais e a academia foi lacrada. Também destacou que não há registros de intimidação de testemunhas. Por esse motivo, entendeu que medidas cautelares são suficientes para o andamento do processo.

Os investigados deverão cumprir determinações como comparecimento periódico à Justiça, informar atualizações de endereço e não manter contato com testemunhas. Também não poderão se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial. O descumprimento pode resultar em prisão preventiva.

A Polícia Civil indiciou os empresários por homicídio com dolo eventual. O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades nas unidades da rede, incluindo funcionamento sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. A Subprefeitura de Vila Prudente interditou a academia por problemas de segurança e falta de licença de funcionamento.

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