O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar uma investigação instaurada em 2025 contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O procedimento teve origem em uma manifestação anônima encaminhada ao órgão.
No documento, o ex-mandatário e integrantes de sua família eram acusados de uma série de crimes, entre eles genocídio durante a pandemia da covid-19 , em 2020. Também foram citadas suspeitas de envolvimento com milícias, tráfico de drogas, corrupção, uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), “rachadinhas”, envenenamento de autoridades, perseguição política e atentados à ordem democrática.
MPF entendeu ao analisar o caso que as alegações eram genéricas e não estavam acompanhadas de documentação, provas ou indícios que permitissem uma investigação aprofundada. No despacho, o órgão declarou que as informações apresentadas eram “inespecíficas” e não traziam prova mínima capaz de sustentar a instauração de persecução penal.
O arquivamento segue o procedimento adotado pelo Ministério Público em situações envolvendo denúncias anônimas sem elementos verificáveis. Pela legislação brasileira, esse tipo de comunicação pode dar origem a uma apuração preliminar, mas exige indícios objetivos para que uma investigação formal tenha continuidade.