O Superior Tribunal Militar (STM) decidiu manter a condenação de um aspirante da Infantaria do Exército Brasileiro e de um cabo acusados de desviar 36 caixas de carnes nobres da câmara frigorífica de um quartel localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pela colunista Mirelle Pinheiro , do Metrópoles.
Com a decisão, foram mantidas integralmente as penas aplicadas em primeira instância pelo Conselho Permanente de Justiça da 3ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar. O aspirante foi condenado a cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime semiaberto, enquanto o cabo recebeu pena de três anos de reclusão, em regime aberto. Ambos responderam pelo crime de peculato-furto.
Segundo denúncia do Ministério Público Militar (MPM), os militares, que à época estavam lotados no 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Escola), retiraram as carnes do rancho da unidade na noite de 13 de janeiro de 2019. Foram subtraídas 36 caixas – 10 de picanha, 23 de contrafilé e três de alcatra – avaliadas em R$ 22.328,82.
As investigações apontaram que o aspirante, na função de Oficial de Dia, utilizou-se do cargo para acessar o frigorífico durante a noite, horário de menor movimentação no quartel. As caixas foram colocadas em dois veículos particulares e levadas até um depósito de bebidas na comunidade da Vila Kennedy.
Ainda conforme os autos, um soldado foi coagido a dirigir um dos carros sob ameaça de ser desligado do Exército. No dia seguinte ao furto, o aspirante também teria pressionado outros militares a omitirem informações durante o Inquérito Policial Militar (IPM).