O ator Saulo Lauar, parente do desembargador Magid Lauar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), fez um desabafo nas redes sociais nesta quarta-feira (25) e relatou uma tentativa de abuso sofrida quando tinha 14 anos. Segundo ele, o magistrado tentou abusar sexualmente, mas o ato não se consumou porque conseguiu fugir.
A denúncia ganhou repercussão nacional e foi motivada pelo voto recente do desembargador em um processo de estupro de vulnerável. Magid Lauar havia votado pela absolvição de um homem de 35 anos acusado de manter relações sexuais com uma criança de 12 anos. O caso gerou forte reação pública e levou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a apresentar embargos. Nesta quarta-feira (25), o desembargador acolheu os argumentos do MPMG e restaurou as condenações no processo, alterando sua decisão inicial.
As denúncias de Saulo Lauar e de outras supostas vítimas resultaram na abertura de investigações contra o desembargador. Os procedimentos estão em andamento tanto no próprio TJMG quanto no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na postagem onde denunciou inicialmente, o relato de Saulo Lauar é um desabafo pessoal sobre uma tentativa de abuso sexual que ele afirma ter sofrido do desembargador Magid Lauar quando tinha 14 anos, período em que trabalhava para o magistrado. Ele conta que conseguiu fugir e, por isso, o ato não se consumou. No texto, Saulo explica que a notícia da absolvição de um homem acusado de estupro de vulnerável trouxe à tona lembranças traumáticas, fazendo-o reviver a dor guardada por anos.
Ele descreve sintomas físicos e emocionais, como tensão no corpo, garganta entalada e dificuldade para dormir, mostrando como o episódio voltou a impactar sua vida mesmo após tratamento psicológico. O ator também fala sobre a confiança que sua família depositava no desembargador e o afeto que nutria por ele, o que torna a situação ainda mais difícil. Saulo lamenta a exposição pública, mas afirma que decidiu compartilhar sua experiência como forma de alerta e pedido para que outras pessoas denunciem abusos, estabeleçam limites e não se calem diante da dor.