O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou nesta terça-feira (3) que a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master não deve avançar no curto prazo. Segundo ele, o pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) terá de aguardar uma extensa fila, que reúne ao menos 13 outros requerimentos de CPI já protocolados.
Motta explicou que os pedidos seguem uma ordem cronológica e lembrou que, apenas no ano passado, cerca de 15 ou 16 requerimentos foram apresentados sem que nenhuma comissão fosse instalada. “Existe uma fila de CPIs, e elas precisam ser analisadas conforme a ordem de apresentação. Agora vamos iniciar o debate sobre quais comissões poderão ser instaladas”, afirmou.
O presidente da Câmara também destacou uma regra interna que limita o funcionamento simultâneo a, no máximo, cinco CPIs. Segundo ele, qualquer decisão sobre a instalação de novas comissões dependerá do momento adequado e da avaliação da Presidência da Casa.
Apesar da sinalização de demora, a proposta de investigação conta com apoio tanto da oposição quanto de setores do governo. Em seu último dia como líder do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (RJ) afirmou que a bancada petista deve apoiar tanto o pedido de CPI quanto a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), sugerida pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ).