O número de servidores públicos federais atingiu 579.070 em 2025, um aumento de 4.140 trabalhadores em relação a 2024, consolidando o terceiro crescimento consecutivo da força de trabalho sob o Governo Lula . Segundo relatório do Tesouro Nacional , o avanço de 0,72% na quantidade de servidores acompanha a elevação das despesas totais com pessoal, que somaram R$ 407,9 bilhões, o maior valor registrado desde 2021.
O aumento da folha reflete tanto a reposição de vagas via concursos públicos quanto o impacto de precatórios e encargos judiciais. Apenas as despesas recorrentes com funcionalismo somaram R$ 398,1 bilhões, ante R$ 386,4 bilhões em 2024. Entre os fatores que pressionam ainda mais as contas públicas está o pagamento de sentenças judiciais e precatórios ligados a pessoal, que saltaram de R$ 4,5 bilhões para R$ 9,8 bilhões, um crescimento de 115,7% em um ano.
O governo federal atribui o aumento de servidores à realização de concursos: em 2024, o Concurso Público Nacional Unificado ofereceu 6.640 vagas e registrou mais de 2,1 milhões de inscrições; em 2025, nova rodada contemplou 3.652 vagas. Apesar do crescimento, o total de servidores ativos ainda está abaixo do recorde histórico de 634.157 funcionários registrado em 2017, durante o Governo Michel Temer .
Em meio à expansão da folha, o Executivo descartou propostas de reforma administrativa que visam enxugar a máquina pública. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, criticou a PEC 38/2025, de autoria do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), e a PEC 32/2020, apresentada no governo Bolsonaro, afirmando que as propostas “punem” servidores e aplicam rigidez excessiva à estrutura federal.