A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (4), a formação de um grupo de trabalho destinado a acompanhar as investigações que apuram suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. A decisão ocorre em meio ao avanço das articulações políticas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso.

A proposta partiu do presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), que fez questão de ressaltar que o novo colegiado não tem a função de substituir uma eventual CPI. De acordo com ele, a iniciativa busca oferecer apoio técnico e institucional às apurações já conduzidas por órgãos de controle, fortalecendo o acompanhamento do Legislativo.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Banco Master

“Sou favorável à instalação da CPI. O trabalho da CAE será complementar e não pretende concorrer com nenhuma outra instância. A ideia é contribuir para que tudo seja devidamente esclarecido”, afirmou Renan durante a reunião.

O senador informou ainda que já iniciou conversas com instituições responsáveis pela fiscalização e controle. Na terça-feira (3), ele se reuniu com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, e afirmou que, ainda nesta quarta (4), terá um encontro com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Renan Calheiros também adiantou que pretende ampliar o diálogo institucional nos próximos dias, com agendas previstas junto ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O objetivo é integrar informações e alinhar ações entre os órgãos envolvidos nas investigações de eventuais crimes financeiros.

O plano de atuação do grupo de trabalho inclui, além disso, a possibilidade de convocar autoridades para prestar esclarecimentos, solicitar informações formais e propor alterações na legislação, caso sejam identificadas fragilidades nos mecanismos de fiscalização ao término das apurações.

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