A Polícia Federal realizou uma operação no Amapá para apurar possíveis irregularidades na gestão do fundo de previdência dos servidores estaduais, envolvendo investimentos de alto risco ligados ao Banco Master, que entrou em liquidação extrajudicial. A ação teve como foco aplicações milionárias feitas pela autarquia responsável pela previdência local, que podem ter colocado em risco recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões.

Segundo a investigação, cerca de R$ 400 milhões teriam sido direcionados a títulos financeiros sem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, levantando suspeitas de gestão temerária e fraudulenta. Entre os alvos estão dirigentes da entidade previdenciária e membros do comitê que aprovou os investimentos. A apuração busca entender como essas decisões foram tomadas e se houve alertas técnicos ignorados ao longo do processo.

Foto: Divulgação/PC
O caso ganhou maior gravidade após a quebra do Banco Master

O caso ganhou maior gravidade após a quebra do Banco Master , quando veio à tona que diversos fundos públicos de previdência em todo o país haviam concentrado recursos na instituição. A Polícia Federal tenta agora identificar responsabilidades e dimensionar eventuais prejuízos ao patrimônio público, enquanto o Ministério Público estadual conduz uma investigação paralela sobre a compatibilidade das aplicações com as regras do regime previdenciário.

A Amapá Previdência afirma que os investimentos seguiram as normas vigentes à época e que medidas judiciais já garantiram a proteção dos recursos necessários ao pagamento dos benefícios.

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