Após o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizar a visita de um assessor do governo de Donald Trump a Jair Bolsonaro em um dia regular de visitação, a defesa do ex-presidente pediu nesta quarta-feira (11) que o encontro ocorra antes da data definida. Segundo os advogados, a autorização para o dia 19 de março tornaria a reunião inviável.

No pedido encaminhado ao STF, a defesa argumenta que a data estabelecida por Moraes — uma quarta-feira, quando há visitas permitidas no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha” — não se encaixa na agenda do assessor norte-americano, Darren Beattie. Por isso, os advogados alegam que haveria uma “inviabilidade material” para a realização do encontro.

Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
Jair Bolsonaro

Os defensores também sustentam que os dias fixos de visitação na unidade prisional não são necessariamente rígidos. Na petição, afirmaram: “Não se trata de pedido rotineiro de alteração de agenda ou de conveniência particular de visitante ordinário. Trata-se da tentativa de viabilizar encontro institucional com autoridade estrangeira integrante do alto escalão do governo dos Estados Unidos da América, país com o qual o Brasil historicamente mantém relações diplomáticas estreitas e de elevada relevância estratégica”.

A defesa sugeriu alternativas para a reunião, propondo que o encontro aconteça no dia 16 de março, à tarde, ou em 17 de março, pela manhã ou início da tarde. As datas indicadas, no entanto, não coincidem com os dias habituais de visitação, que ocorrem às quartas-feiras e aos sábados.

Até o momento, Moraes ainda não se pronunciou sobre o novo pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.

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